Entenda os riscos e cuidados
É muito comum que pacientes cheguem ao consultório com o desejo de realizar uma cirurgia plástica mesmo estando acima do peso ideal. E eu entendo totalmente essa motivação — muitas vezes, a insatisfação com o próprio corpo gera o desejo por mudanças imediatas. No entanto, é fundamental esclarecer que operar acima do peso pode aumentar significativamente os riscos cirúrgicos e comprometer os resultados esperados.
Quando falo em “acima do peso”, não me refiro apenas à estética, mas sim ao impacto real que o excesso de gordura corporal pode ter sobre a segurança e a recuperação do procedimento. Pacientes com IMC elevado têm maior chance de complicações como:
- Risco anestésico aumentado, com maior chance de instabilidade respiratória e cardiovascular;
- Maior chance de infecção e complicações na cicatrização;
- Risco aumentado de trombose venosa profunda e embolia pulmonar;
- Acúmulo de líquidos (seroma) e resultado estético prejudicado, especialmente em procedimentos como abdominoplastia e lipoaspiração.
Além disso, é importante lembrar que a cirurgia plástica não substitui o emagrecimento. Ela é indicada para tratar gordura localizada e flacidez em pacientes que já estão próximos do seu peso saudável, e não como método para perda de peso.
Existem casos em que é possível operar pacientes com leve sobrepeso, desde que estejam com exames normais e em boas condições clínicas. Mas cada caso deve ser avaliado com muito critério, sempre pensando em segurança e previsibilidade de resultado.
Veja abaixo meu vídeo sobre o assunto:
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